Depois de muita especulação e pressão do Ocidente, o presidente da Indonésia confirmou que o presidente russo vai mesmo marcar presença na próxima cimeira do G20, em Bali.
Além de Vladimir Putin, também o presidente da China estará presencialmente no evento, em novembro.
“Xi Jinping virá. O presidente Putin também me disse que virá”, afirmou Joko Widodo em entrevista à Bloomberg.
A Indonésia, que vai organizar a cimeira, tem sido alvo de pressões do Ocidente para retirar o convite a Putin devido à invasão à Ucrânia, mas manteve uma atitude de neutralidade.
Joko Widodo, que viajou para Kyiv e Moscovo no início deste ano, assegura que ambos os países aceitaram que a Indonésia seja “uma ponte de paz”.
A presença dos dois chefes de Estado vai coincidir com a do presidente dos EUA, Joe Biden, numa altura em que as relações de Washington com Moscovo e Pequim estão no nível mais baixo das últimas décadas, devido à guerra na Ucrânia e às tensões em torno de Taiwan.
Há uns meses, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, afirmou que iria tomar uma decisão sobre se participará na cimeira do G20 de novembro, na Indonésia, se o presidente russo, Vladimir Putin, também participar.
Em junho, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, tinha dito que a participação presencial do presidente russo foi descartada pela presidência indonésia do organismo.
Apesar da pressão de países como os Estados Unidos, o Canadá e a Austrália para que Putin não participe na cimeira das 20 maiores economias do mundo (G20), entre 11 e 13 de novembro, na ilha de Bali, a Indonésia manteve o convite ao líder russo.
A Indonésia também convidou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para participar na cimeira. O líder ucraniano, cujo país não é membro do G20, disse que participaria, pelo menos via videoconferência.
A Rússia foi expulsa na década passada do grupo de economias industrializadas então conhecido como G8, rebatizado G7, na sequência da invasão da península da Crimeia, na Ucrânia, em 2014.