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Angola pode voltar a ser terceira maior economia de África

Angola deve recuperar, este ano, a sua posição de terceira maior economia de África, que perdeu para o Quénia em 2020, após anos de contracção devido à queda nos preços do petróleo.

O crescimento mais rápido do Produto Interno Bruto (PIB) em Angola e na Etiópia fará com que o Quénia seja relegado para o quinto lugar no ranking económico da África Subsaariana, segundo projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI) que apontam a Nigéria como a maior economia do continente.

Um retorno ao crescimento vinculado aos preços mais altos do petróleo fez com que Angola ultrapassasse o Quénia no ano passado, segundo o FMI, depois de o país – que é o segundo maior produtor de petróleo do continente depois da Nigéria – ter encerrado anos de recessão.

A Etiópia deve, este ano, substituir o Quénia da quarta posição devido ao alívio do conflito armado no país e à continuação da ambiciosa reforma económica que visa abrir uma das economias de crescimento mais rápido, mas mais fechadas da África.

Num artigo publicado no site Business Daily, o FMI espera que as economias da Etiópia e de Angola cresçam, este ano, 13,5 por cento e 8,6 por cento, respectivamente, em termos de dólares. Angola é o segundo maior produtor de petróleo do continente depois da Nigéria, segundo a OPEP, enquanto os dados do Kimberley Process o classificam como o sétimo maior produtor mundial de diamantes brutos.

Após cinco anos de recessão, o PIB de Angola aumentou 0,7 por cento em 2021, segundo o Banco Mundial. Há muito dominada por empresas estatais, Angola também embarcou em ambiciosos programas de privatizações.

Wahoro Ndoho, economista e ex-director-geral de Gestão da Dívida Pública do Tesouro, observou que a Etiópia está numa trajectória ascendente devido à sua industrialização agressiva e ao capitalismo de Estado chinês, onde o Governo escolhe sectores e projectos a serem priorizados.

A substituição do Quénia como a terceira maior economia da África Subsaariana por Angola e Etiópia, deve enfraquecer o poder do país na atracção de investidores aliciados por uma população que tem mais dinheiro para gastar. No entanto, projecta-se que o Quénia registe um crescimento mais lento de 2,4% no período em análise, enquanto o país luta contra os tremores secundários da pandemia de Covid-19, seca, nervosismo eleitoral e interrupção das cadeias de suprimentos globais pela guerra Rússia-Ucrânia.

A África Subsaariana representa 46 dos 54 países do continente, excluindo gigantes como Marrocos e Egipto. O rebaixamento do Quénia para a quinta posição enfraquecerá a sua posição na corrida do investimento estrangeiro directo (IED), que é fundamental para aliviar o crescente desemprego juvenil no continente.

Até agora, a África do Sul e a Etiópia têm-se saído melhor do que o Quénia em atrair investimentos estrangeiros de olho numa população que tem mais dinheiro para gastar.

O FMI projecta que o PIB do Quénia atinja 117,6 mil milhões de dólares este ano, atrás da Nigéria (574 mil milhões), África do Sul (422 mil milhões), Angola (135 mil milhões) e Etiópia (126,2 mil milhões).

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