Rádio Nova 102.5 FM

Rádio Online

Angolanos recebem com festa os Palancas Negras

A Selecção Nacional de futebol chegou domingo, pontualmente, às 17h 50, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, a bordo da Companhia de Bandeira “TAAG”, após participar no CAN`2023, que decorre, até ao próximo dia 11, na Côte d`Ivoire.

A caravana foi recebida num ambiente de forte emoção e calor, pois muitos foram os cidadãos que se deslocaram ao Aeroporto para tributar calor à equipa de “todos nós”. Apesar de a chegada da aeronave ter sido atrasada por algumas horas, ainda assim, ninguém arredou o pé até à chegada da equipa.

À espera, para a recepção, esteve o governador provincial de Luanda, Manuel Homem, e outras figuras importantes do Executivo angolano, entre as quais o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado.

A secretária de Estado para a Juventude e Desportos, Teresa Ulundo, foi a primeira a descer da aeronave, seguida de membros da Federação Angolana de Futebol, com destaque para o presidente, Artur de Almeida. Seguidamente, desembarcaram a equipa técnica e os atletas da Selecção Nacional, sendo que alguns deles prestaram breves declarações à imprensa, como Gelson Dala, autor de quatro golos, e o capitão Fredy.

No exterior do Aeroporto, mais de centena de angolanos esperava pelos “artistas” da bola para a homenagem merecida. O ambiente era predominantemente festivo, com cânticos e danças de Carnaval e muita música.

Seguiu-se, como está programado, o desfile da delegação por algumas artérias da cidade de Luanda onde foi vivamente ovacionada pelos luandenses que o faziam em representação de todos os angolanos. A passeata terminou na Baía de Luanda, onde decorreu a cerimónia oficial, com jantar de confraternização.

No Campeonato Africano, Angola esteve inserido no Grupo D ao lado das congéneres da Argélia, Burkina Faso e Mauritânia. Em termos de resultados, empatou na jornada inaugural (1-1) com a Argélia, na segunda jornada venceu o (2-0) o Burkina Faso e terminou com outra vitória(1-0) sobre a Mauritânia.

Nos oitavos-de-final a Selecção deixou pelo caminho a vizinha Namíbia a quem venceu por 3-0, avançando para os quartos-de-final, fase em que infelizmente não conseguiu passar pela Nigéria à frente de quem viriam a fracassar, perdendo por 1-0.

Uma viagem tranquila a Luanda

Uma viagem tranquila, de aproximadamente 3h20 minutos, foi o tempo que durou o regresso dos Palancas Negras, ao país, após a eliminação nos quartos-de-final, diante da Nigéria, no CAN’2023, que decorre na Côte d’Ivoire.

O ambiente a bordo da aeronave da TAAG, com a capacidade para cento e tal lugares, que saído de Luanda teve o único propósito de trazer de volta aqueles que durante cerca de 18 dias fizeram o país unir-se, uma vez mais, e sonhar na possibilidade de conquistar maiores alegrias para o povo.

Infelizmente não alcançaram o inédito, chegar às meias-finais, mas deixaram tudo em campo, vendendo cara a derrota frente às Super Águias, pela margem mínima, na última sexta-feira, no Estádio Félix Houphouet-Boigny, na cidade de Abidjan.

 Inicialmente marcado para aterrar em solo ivoiriense de manhã e sair no mesmo período, houve um ligeiro atraso, que acabou por condicionar a chegada mais cedo dos “heróis do povo” ao solo pátrio.

Dentro do avião a hierarquia estava composta da seguinte forma: nos bancos da frente sentaram-se a direcção da Federação Angolana de futebol (FAF) e o seleccionador nacional, Pedro Gonçalves. A segunda linha era formada pelos restantes membros da equipa técnica e depois os jogadores. Na parte de trás, convidados e jornalistas preencheram os lugares.

O ambiente foi de total descontracção, alguns trocando impressões daquilo que poderia ter sido o desfecho do jogo, analisando sobre os mais diversos ângulos. Nesta altura, o vice-presidente, José Carlos conversa com os jornalistas, enquanto Pedro Gonçalves, dialogava com Arlindo Macedo, media Office da FAF e Fernando Pereira, técnico de guarda-redes, que tem a missão de colocar em forma Neblú, Dominique e Kadú.

Cada um dos passageiros envolveu-se numa amena cavaqueira, bastante comum em viagens do género. Apesar de descontraídos, os jogadores sentiam um amargo de boca pela forma como foram eliminados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *