Rádio Nova 102.5 FM

Rádio Online

Ary Papel integra treino dos Palancas em Benghazi

A integração, hoje, do médio Ary Papel na sessão de treino de adaptação ao relvado sintético do Estádio Mártires de Benina, em Benghazi, é a nota de destaque da preparação da Selecção Nacional de futebol de honras, tendo em vista o duelo com a Líbia, terça-feira (16), às 15h00, válido para a última jornadas do Grupo F das eliminatórias ao Mundial do Qatar, em 2022.

O médio do Al Akhdar SC da Líbia deve ser opção inicial no duelo frente aos Cavaleiros do Mediterrâneo, depois de falhar o embate com o Egipto, por acumulação de cartões.

A selecção seguiu viagem ontem à noite para o palco do jogo, numa caravana com 45 elementos, entre dirigentes, jogadores e staff técnico. No grupo, destaque para as indisponibilidades de Nzola Mbala e Lépua, por lesão, Jerémie Bela (solicitou dispensa) e Show, por castigo federativo, devido a acumulação de cartões amarelos.

Dada as contrariedades acima citadas, o “onze” dos Palancas Negras para o embate com os líbios fica desfalcado de três titulares, Jerémie Bela, Nzola Bala e Show, utilizados no embate frente ao Egipto. Há, ainda, a lamentar a ausência forçada de Vidinho. O jogador teve de extrair um dente e foi aconselhado a cumprir repouso médico.

À semelhança do que já se tornou habitual, o “onze” dos Palancas Negras voltará a observar alterações no espaço de um jogo, uma realidade muito lamentada pelo seleccionador durante quase toda a campanha, por incapacidade financeira de a FAF reunir os melhores em todos os jogos da eliminatória.

MAIS: Fernando Santos no ‘fio da navalha’ no cargo de Treinador de Portugal

Mário Balbúrdia, Zini e Ary Papel devem ser as alternativas nos titulares, as ausências forçadas de Show, Jerémie Bela e Nzola Mbala. Os dois primeiros estiveram na segunda parte do duelo com os egípcios e acrescentaram muito de novo ao futebol da equipa. Aliás, foi de uma jogada individual de Zini que surgiu o segundo golo, na sequência do pénalti assinalado, de falta sobre o jovem avançado.

Hélder Costa pode voltar a ser o principal “trunfo” do combinado nacional, sobretudo a julgar pela brilhante estreia patenteada no jogo com o Egipto. Além de marcar um dos golos, o médio do Valência de Espanha foi fundamental no impulsionamento do jogo ofensivo dos Palancas. Mostrou qualidades adequadas a um verdadeiro municiador de área: facilidade de desmarcação e cruzamento, sentido de baliza, remate fácil e faro de golo, que podem ajudar a fazer a diferença no desafio de Benghazi.

Pedro Gonçalves acredita que pode, amanhã, diante da Líbia superar a boa exibição conseguida com o Egipto. O combinado nacional ambiciona uma exibição mais entusiasmante, que seja capaz de garantir os três pontos.

Diante dos líbios, pede-se a Angola a imagem de um colectivo dominador e implacável, com virtudes nas transições defesa/ataque, persistente na tentativa de desmontar a resistência do adversário e baralhar as linhas do seu imprescindível 4x4x2.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *