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CHAN´2023: Angola defronta Mali de amargas recordações

Angola faz, hoje, a estreia no Campeonato Africano das Nações de futebol, CHAN’2023, quando, às 17h00, descer ao relvado do Estádio Miloud Hadefi, na cidade de Orão, para medir forças com a similar do Mali, em jogo da primeira jornada do Grupo D. Falar do Angola-Mali ou vice-versa, implica, necessariamente, recuar no tempo, numa viagem de amargas recordações, de um dia em que o Estádio 11 de Novembro por pouco não desabou.

Mas pensamos que este episódio dramático, já faz parte do passado e não deve, nem pode, povoar a mente dos atletas. Mais do que isso, volvidos 13 anos, as equipas reencontram-se hoje em condições extremamente diferentes, em que já não se fala em  nomes de Flávio, Kali, Makanga e outros por Angola, tampouco de Seido Keita, Kanoté e Dhiara do lado maliano.

O tempo é outro, o campeonato é outro, os atletas são outros, daí que o pensamento também deve ser diferente. Entrar com o pé direito deve constituir o objectivo fundamental da equipa, mais a mais porque partilha um grupo com as suas múltiplas complexidades, uma vez apurar apenas uma selecção para a fase de grupos. Os resultados devem ser calculados à medida certa.

Entretanto, anima a crer numa boa prestação da equipa os resultados produzidos na fase preparatória, sobretudo no estágio cumprido em Portugal. É evidente que jogos de treino, em regra, não são encarados com o mesmo senso de responsabilidade que se encaram os de carácter oficial. Daí a necessidade de se fazer alguns descontos  quando nos achamos na condição de estabelecer linhas comparativas.

O jogo não será de facilidades, disto tenhamos a plena certeza. Pois, de igual modo que Angola pensa em fazer uma boa campanha, também pensa o Mali, sendo que o resto só será determinado pela maneira como cada equipa abordar o jogo. Quem sair a perder já pode começar afivelar as malas, porque não estará muito longe de tomar o caminho de regresso a casa, a não ser que vença o jogo a seguir e este derrotado bata o vencedor do jogo de hoje.

Pois a ser assim as três equipas terminam com iguais três pontos, devendo a qualificação ser determinada pelo goal-average. O mesmo pode acontecer em caso de todos os jogos terminarem empatados. Há na verdade, uma enorme desvantagem nesta condição de ficar em grupo de três e que qualifica apenas uma. Vencer é quase uma obrigatoriedade para os intervenientes.

Diga-se, porém, que em termos de histórico, Angola está melhor posicionado que os outros dois. Estamos lembrados que em 2011 chegou à final, perdendo por 2-1 com a Tunísia. À época, era seleccionador o angolano Lito Vidigal. Em 2018, no Marrocos, num grupo em que pontificavam Camarões, Congo e Burkina Faso chegou aos quartos-de-final, em que viria a perder com a Nigéria por 2-1.

Portanto, tem uma trajectória na prova que permite sonhar e acreditar numa boa prestação, desde que saiba tirar proveito de todos elementos a seu favor e do potencial dos seus valores individuais. Aliás, se para lograr a qualificação foi a Joanesburo bater, em pleno Orlando Stadium, a África do Sul por contundentes 4-1, é capaz de fazer mais. Vamos acreditar.

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