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Coreia do Norte anuncia teste com míssil hipersónico

A Coreia do Norte declarou hoje que testou com sucesso um míssil planador hipersónico, muito mais rápidos e difíceis de detetar, o que pode constituir um grande avanço tecnológico para o país.

O sucesso desse teste é “de grande importância estratégica”, já que Pyongyang busca “multiplicar por mil” as suas capacidades de defesa, disse a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

Os mísseis hipersónicos são muito mais rápidos do que os mísseis balísticos convencionais ou de cruzeiro e são muito mais difíceis de detetar e intercetar por sistemas de defesa antimísseis, com os quais os Estados Unidos gastam milhares de milhões de dólares.

O teste, realizado na província de Jagang, no norte do país, “confirmou o controlo de navegação e estabilidade do míssil“, bem como “a manobrabilidade de seu sistema de orientação e as características em voo planado da separação da ogiva hipersónica“, referiu Pyongyang.

Os resultados do teste provaram que todas as especificações técnicas atendiam aos requisitos de ‘design’“, acrescentou o comunicado.

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Hoje, os chefes do Estado-Maior conjunto disseram, em Seul, que os exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos são “capazes de detetar e intercetar” o tipo de míssil lançado.

Com base na avaliação das suas características, como a velocidade, está na fase inicial de desenvolvimento e o seu desenvolvimento levará muito tempo“, afirmaram em comunicado.

Esta é a terceira foto de mísseis lançados por Pyongyang divulgada este mês. A primeira foi de um míssil de cruzeiro de longo alcance e a segunda de um míssil balístico de curto alcance.

A Coreia do Norte está sujeita a várias sanções internacionais devido aos seus programas de armas nucleares e mísseis balísticos proibidos.

O desenvolvimento do míssil hipersónico é um dos cinco pontos “prioritários” do plano estratégico de armas de cinco anos, de acordo com a KCNA.

Este plano, apresentado em janeiro por Kim Jong-un, que elegeu, na altura, os Estados Unidos como “principal inimigo”, também prevê o desenvolvimento de um submarino com propulsão nuclear e mísseis balísticos intercontinentais.

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