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Detido falso oficial da Casa de Segurança do Presidente

Um indivíduo, de 32 anos, acusado de se fazer passar por oficial da Casa de Segurança do Presidente da República, que burlava avultadas somas de dinheiro e roubava viaturas, foi detido e apresentado, ontem, em Cacuaco, pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

O porta-voz do SIC, Manuel Halaiwa, explicou que a detenção do indivíduo, identificado por Miro, deu-se graças a um aturado trabalho de investigação, tendo em conta que os crimes que lhe são imputados arrastam-se desde 2019, altura em que roubou a primeira viatura de marca Hundai, modelo Elantra.

Em 2020, há registos do jovem de ter roubado uma Mitsubichi, modelo Pagero, e, neste ano, ter furtado uma Yundai, do tipo Tucson. Esta última viatura foi recuperada e aguarda pela devolução à sua proprietária, já identificada.

Manuel Halaiwa referiu que, dos crimes de burla, foram lesados quatro cidadãos, num montante de mais de 12 milhões de kwanzas, que seriam para a compra de residências nas urbanizações do Kilamba e Zango 8000.

Para enganar as suas vítimas, ele dizia que era da Casa de Segurança do Presidente da República e ostentava, de forma descarada, a patente de major”, denunciou o porta-voz do SIC.

A farda que ostentava, apurou o SIC, foi adquirida, por via de um amigo, supostamente, militar. “Investigações estão em curso, no sentido deste comparsa ser identificado e comprovar se é ou não militar e como fez chegar os meios militares ao detido”.

No momento da detenção, o SIC encontrou em posse de Miro vários documentos falsos, com destaque para os passes da Casa de Segurança do Presidente da República, com a patente de capitão, da Procuradoria Militar, com a função de instrutor processual e patente de capitão, e Carta de Condução militar.

Foram, ainda, apreendidos meios militares, como dois pares de farda de campanha, quatro camisas de saídas, calça e um casaco, todos de gala, além de pares de botas e passadores de major.

Neste momento, o indivíduo já foi entregue ao Ministério Público, que aplicou a medida mais gravosa, a prisão preventiva, enquanto da parte do SIC as investigações continuam para apurar outros factos.

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