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Empresa que pertenceu a Isabel dos Santos vai ser partida em duas

A (re)privatização da Efacec entrou na fase final com dois candidatos, DST SGPE e Sing – Investimentos Globais – ambos portugueses, depois de egípcios, chineses e espanhóis terem desistido -, em causa a alienação de 71,73% do capital, a participação que pertenceu a Isabel dos Santos afastado da empresa após o escandâlo provocado pela série Luanda Leaks.

Foi aprovada pelo governo português a entrada numa terceira fase do processo de privatização da Efacec, depois da “nacionalização temporária” em Julho de 2020, após o afastamento de Isabel dos Santos da empresa na sequência do Luanda Leaks e dos diversos processos judiciais que tem estado envolvida, tanto em Angola como em Portugal.

A resolução foi aprovada em Conselho de Ministro “sob proposta da Parpública”, “estabelece a realização de uma terceira fase de negociações do processo de alienação das acções da Efacec com vista à apresentação de propostas vinculativas melhoradas e finais”.

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Já estiveram interessadas empresas com capitais egípcios, chineses e espanhóis, mas agora restam só duas empresas portuguesas, que apresentaram propostas vinculativas, a DST SGPS e a Sing – Investimentos Globais.

As duas candidaturas apresentaram propostas de compra da posição accionista do Estado com valores marginais, entre um euro e um milhão de euros, e ambas consideram que será necessário um plano de investimento de dezenas de milhões de euros para a recuperar. Por outro lado, exigem garantias públicas que, na prática, poderão transformar-se em mais investimento público na empresa, depois da garantia a um empréstimo de 70 milhões de euros.

Para acautelar os riscos para o Estado na operação, o governo português pondera dividir a Efacec em duas, entre as áreas da mobilidade e industrial.

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