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ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS MANIFESTAM-SE EM ANGOLA CONTRA A SUBIDA DAS PROPINAS Estudantes Universitários reclamam subida dos preços

Mais de mil estudantes universitários saíram a rua, sábado, 17,04.2021, em Luanda para manifestarem-se contra a subida das propinas e da má qualidade do ensino.

Para o presidente do Movimento dos estudantes angolanos (MEA), Francisco Teixeira, era necessário esse procedimento, por conta que, as Universidades privadas subiram mais de 13 porcento, o valor das proinas, que no seu entender é ilegal.

 

A manifestação teve vários incidentes, como confrontos com as forças polícias, e, ainda actos contra o presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ) Isaias Calunga, obrigado a saír da manifestação.

Esse acto hostíl se deveu ao facto de os manifestantes não verem Kalunga, como representante do governo para levar ao executivo as suas reivindicações.

 

Sob olhar e proteção policial, a marcha teve início pontualmente, às 13:00 locais, e enquanto os manifestantes percorriam a avenida Ho Chi Min entoavam palavras de ordem como “a educação é um direito e não deve ser vendida” ou “não matem o sonho da juventude, estudar é um direito”.

 

Com várias paragens ao longo do percurso, a marcha contornou o largo 1º de Maio, mas foi à entrada da rua Nicolau Gomes Spencer que os ânimos dos manifestantes se alteraram, uma vez que uns pretendiam marchar até à sede do Ministério das Finanças e outros até ao largo dos Ministérios, a 500 metros, onde seria lido um “manifesto”.

 

O aumento da tensão levou a polícia a reforçar no local o seu efetivo, com agentes da polícia de intervenção rápida e da brigada canina, com os estudantes a romperem o primeiro cordão policial, mas não conseguindo transpor o segundo cordão.

 

A polícia ainda tentou apaziguar os ânimos de alguns manifestantes insatisfeitos pela alteração do percurso da marcha, mas acabou por dispersá-los com tiros e lançamento de gás lacrimogéneo, causando o pânico entre manifestantes e transeuntes.

 

Naquele momento o trânsito parou, alguns manifestantes não escaparam à carga policial e outros foram detidos.

 

O MEA promoveu a marcha também para “exigir a revogação” do Decreto Presidencial 124/20 de 04 de maio, que agrava a subida das propinas e emolumentos nas instituições de ensino.

 

O Repòrter da RÁDIO NOVA, teve os seus meios apreendidos.

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