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Jornalistas pedem diálogo a canais públicos que boicotaram ações da UNITA

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) apelou hoje ao diálogo para tentar ultrapassar a decisão dos canais públicos de televisão de suspenderem a cobertura de atividades da UNITA, por queixas de intimidação por parte de apoiantes do partido da oposição.

Em uma nota assinada pelo secretário-geral, Teixeira Cândido, e na qual a Rádio Nova teve acesso, o SJA pediu aos jornalistas que se abstenham de participar em disputas políticas, na sequência da decisão dos canais estatais Televisão Pública de Angola (TPA) e TV Zimbo de suspenderem as atividades da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) na sequência de atos de intimidação que visaram os seus jornalistas durante uma manifestação, sábado, convocada pelo partido.

O SJA refere que o contexto político, a um ano das eleições gerais em 2022, exige “serenidade” e assinala que o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, repudiou no mesmo dia as ameaças e obstrução à atividade dos jornalistas daqueles canais.

Para o sindicato, é necessário que “manter a paz social e o estado democrático e de direito“, apelando por isso às direções da TPA e da TV Zimbo que usem o diálogo como o “caminho mais sensato para salvaguarda de todos os interesses em jogo“.

Por outro lado, o sindicato “reitera o apelo aos jornalistas para que se abstenham de participar nas disputas políticas sob pena de subverterem o papel de neutralidade que lhes cabe nestas e em todas as circunstâncias“.

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A decisão da TPA e da TV Zimbo foi anunciada na segunda-feira, no horário nobre das duas estações, com os respetivos pivôs a anunciarem a decisão das administrações dos dois órgãos de abandonarem a cobertura das atividades promovidas pela UNITA, não entrevistar os seus dirigentes nem outros responsáveis ou militantes e exigindo a retratação e desculpas públicas da direção do partido.

No sábado, durante uma marcha convocada pela União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), que juntou em Luanda milhares de militantes, simpatizantes e apoiantes desta e de outras forças políticas, bem como membros da sociedade civil, em prol de eleições justas e livres, os jornalistas dos canais públicos foram alvo de intimidação e ameaças.

A atitude foi condenada pelo presidente do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, que a qualificou como sendo “uma obstrução ao exercício de liberdade de imprensa que é um direito fundamental que todas as entidades públicas e privadas devem respeitar“.

Também o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, repudiou o ato de intolerância e disse que as ameaças não partiram da direção da UNITA, lamentando ao mesmo tempo a exclusão de que o partido alega ser alvo na cobertura mediática dos órgãos estatais.

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