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Ministério da Saúde Organiza Workshop sobre o Mapeamento de Riscos com Impacto na Saúde Pública

Começou hoje em Luanda, 13 de Junho, o workshop que aborda o Mapeamento de Riscos com Impacto na Saúde Pública, com cobertura da Rádio Nova.

A cerimónia é organizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a OMS, onde a representante da instituição em Angola, Djamila Cabral, falando a nossa estação radiofónica, diz que ” as emergências de saúde representam um grande problema em África, então entendemos que para melhorar nesse aspecto, bem como a resposta, a OMS desenvolveu essa ferramenta em que se tenta incluir as informações que nós dispomos, não só do sector da saúde, mas também de outros sectores, para que possam aparecer todos os riscos que existem na saúde, de modo a serem listados por prioridades…”.

Djamila Cabral, considerou que as emergência de saúde pública em África são um grande poblema, daí que a organização desenvolveu a ferramenta “STAR” de avaliação de riscos que ajudará a criar o mapa.

Segundo a responsável, o mapa irá incluir todas informação existentes  não só da saúde, mas também de outros sectores para ajudar a planificação em situações de emergência de saúde.

Fez saber que em cada 3 a 4 dias a região africana regista situações de emergência.

Os riscos epidemiológico, explicou, serão listados em termos de prioridades, os mais perigosos serão seleccionados  para uma futura criação e preparação para resposta.

“Como não é possível fazer tudo, a ferramenta oferece um quadro para fazer uma planificação, baseada em evidências e prioridade, identificar os mais perigosos e consequentemente as acções a serem feitas pelo Governo e parceiros.”, salientou.

O workshop também vai servir  para traçar  planos  para a criação de algumas políticas que ajudem no acesso a dados do ponto de vista epidemiológico, na quantificação a nível de laboratórios, identificar as doenças ao longo do ano e saber até que ponto se pode agir e encontrar solução para as emergências de saúde do país.

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Nesse mesmo Workshop de ressaltar a presença de peritos internacionais, propriamente do continente africano, para facilitar este processo e elaborar o plano baseado em factos reais dos países africanos.

O Secretário de Estado para Saúde Pública, Franco Mufinda, esteve presente no evento e diz que “esse workshop é na vertente da relação de risco da saúde, e que a mesma acaba de imputar vários vectores, de modo a ter um maior olhar sobre  essa situação, com uma grande ajuda da OMS. O plano dessa conferência é traçarmos algumas estratégias para termos os melhores dados do ponto de vista se segurança epidemiológica…”

Adiantou também que o projecto congrega meios humanos e materiais e conta com a contribuição de vários departamentos ministeriais de avaliação de risco em saúde.

“Há uma ferramenta, denominada Regulamento Sanitário Internacional, que inclui vários sectores, porque a saúde pública significa  um olhar mais holístico e vai para além do Ministério da Saúde”, disse.

Franco Mufinda  considera que, para situações de pandemias e endemias não esperadas, o sistema de saúde tem de se preparar para dar resposta.

“A questão de riscos traz a tona determinantes sociais, que envolvem alguns sectores como a pobreza, que não depende da saúde, mas que cruza muita com a malária, a tuberculose e a cólera”, afirmou.

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