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Produtores de eventos e empresários de Hotelaria insatisfeitos com o mau exemplo dado pelo Governo

A medida imposta pelo executivo angolano concernente ao encerramento dos serviços de restauração aos finais-de-semana é algo que tem levado a um grande descontentamento dos empresários nacionais nas aéreas de produção de eventos, hotelaria e restauração, o que levou a uma campanha denominada “Angola Um Peso Duas Medidas”, nesse final-de-semana, com o objectivo de alertar o Governo nacional sobre o impacto económico dessa decisão.

Desde 10 de Maio último, os restaurantes e similares na capital do país estão proibidos de abrir aos Sábados e Domingos, no âmbito das novas medidas impostas pelo executivo nacional para prevenir o contágio do novo Coronavírus. Essa medida tem sido muito contestada desde o seu decreto, e ganhou mais intensificação nos últimos dias aquando do facto de que supostamente os partidos políticos nacionais, estarem a desrespeitar constantemente as restrições e decreto imposto pela Lei da Declaração de Estado de Emergência n.º 81/20, de 25 de Março.

Segundo o modelo de imprensa dos prelectores da campanha “Angola Um Peso Duas Medidas”, nos últimos meses os eventos culturais e os serviços dos estabelecimentos de restauração têm estado praticamente cancelados para prevenir a proliferação da Covid-19, mas por outro lado e numa clara desobediência desse mesmo Decreto de Estado de Emergência, os partidos políticos têm constantemente realizado ajuntamentos de cariz partidário, principalmente aos finais de semana, com a presença de milhares militantes.

Para os organizadores da campanha “Angola Um Peso Duas Medidas” isso é um ” autêntico desrespeito as leis e a Constituição da República de Angola criando assim um paradoxo na governação da nação“, demostrando que os “fazedores das leis estão inequivocamente de forma drástica e intolerante a contribuir para a massificação do contágio da Covid -19“.

Num momento em que os salões de eventos, restaurantes, bares e similares estão proibidos de exercer as suas actividades ao final de semana e durante a semana têm restrições no horário de funcionamento e na lotação, no sentido de evitar ajuntamentos e consequentemente, segundo os organizadores da campanha “é totalmente desrespeitoso e até insultuoso para com a camada trabalhadora que se dedica e sobrevive do trabalho em restauração” ver esses últimos actos dos partidos políticos.

E numa total nota de repúdio ao comportamento dos partidos políticos nacionais, os impactos económicos dessa decisão do Governo nacional não são esquecidos na campanha, onde atestam que durante os últimos tempos assistiu-se ao fecho de mais de 1.500 estabelecimentos da aérea de restauração por todo o País, aumentando assim de forma acentuada o número de desempregados para mais 60%, e contribuindo catastroficamente no aumento do nível de miséria e fome em Angola.

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