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Professores do Ensino Superior iniciaram greve por tempo indeterminado

Salas vazias e docentes de braços cruzados. Este foi o cenário verificado, ontem, nalgumas unidades orgânicas da Universidade Agostinho Neto, primeiro dia da greve, com tempo indeterminado, decretada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Superior (SINPES).

Nas faculdades de Ciências, Economia e na de Ciências Humanas, afectas à Universidade Agostinho Neto, em Luanda, notámos a ausência de docentes nas salas de aula, era o sinal da efectivação da greve em todas as unidades orgânicas do Ensino Superior Público.

A greve, por tempo indeterminado, nas universidades e institutos superiores públicos está a ser observada em todo o país, com um nível de adesão de 99,9 por cento, disse, em Luanda, o secretário-geral do Sindicato, Eduardo Peres Alberto.

O secretário-geral do salientou que a declaração de greve é uma consequência a antigas reivindicações que o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) não tem se mostrado disposto a satisfazer, com destaque para a questão de um salário condigno.

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Além da necessidade da melhoria salarial, Peres Alberto mencionou a questão do Seguro de Saúde, infra-estruturas para as instituições do ensino superior, formação contínua dos professores e trabalhadores não docentes e melhores condições de trabalho, pagamento da dívida e fundos de investigação científica e publicações.

Na lista das reivindicações, disse que constam, ainda, a reposição dos subsídios de diuturnidade e a redução do Imposto de Rendimento do Trabalho (IRT), conforme consta no manifesto emanado do Memorando de Sindicatos do Sector Social sobre o Agravamento deste imposto, de Outubro de 2020.

O secretário de Estado para a Ciência, Tecnologia e Inovação, Domingos da Silva Neto, fez saber que decorre uma ronda de negociações com o SINPES, com o objectivo de encontrar um ponto de entendimento.

“Pensamos que o Sindicato e todas as outras partes envolvidas vão continuar a dialogar, para termos um ponto final sobre as matérias apresentadas como reivindicações”, disse Domingos da Silva Neto.

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