Daniel Leonel Torres Landa, de 23 anos, foi condenado, terça-feira, à pena única de 25 anos de prisão efectiva, pelo Tribunal de Comarca de Belas, no Benfica, em Luanda, por dois crimes de homicídio qualificado em razão dos motivos e ainda três crimes na forma tentada.
Segundo o juiz da causa Jair Correia Víctor, Daniel Landa além de cumprir a pena máxima de 25 anos de prisão efectiva, vai pagar uma indemnização de 2.200.000 kwanzas à família das duas vítimas mortas e 1.500.000 kwanzas aos três sobreviventes.
O juiz explicou que, na altura dos factos, o condenado, para não ser reconhecido, usava uma máscara cirúrgica no rosto, trajava um casaco com capuz cinzento e uma calça da mesma e carregava consigo uma faca de cozinha para realizar os actos.
Vítimas
Evánio Magalhães, de 14 anos, foi a primeira vítima mortal do algoz, tendo sido morto no dia 16 de Abril do ano passado.
A seguir está Francisco Filipe Jorge, de 15 anos, segunda vítima mortal. O jovem morreu no dia 14 de Maio de 2023.
Gouveia Barros, de 18 anos, foi atacado no dia 13 de Abril, por volta das 22 horas, e tornou-se no primeiro sobrevivente das agressões.
Os factos
Daniel Landa foi detido pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) no dia 18 de Maio do ano passado como autor principal do crime de homicídio duplo e ofensas corporais graves, contra cinco menores, no bairro Camama, em Luanda.
Para a detenção foram identificadas duas vítimas mortais e três sobreviventes. Segundo as investigações, o detido vitimava apenas menores entre os 12 e os 15 anos, do sexo masculino. O objectivo, segundo o SIC, era matar até 12 pessoas para concretizar um suposto pacto que este havia feito.