Angola manifestou-se quinta-feira preocupada com a permanência do embargo económico e financeiro contra Cuba, apesar de várias resoluções da Assembleia Geral da ONU terem sido adoptadas, ao longo de quase seis décadas, visando o seu fim.
Esta posição foi expressa pelo representante Permanente Adjunto da Missão de Angola junto da ONU, João Gimolieca, ao intervir na 28ª Reunião Plenária da Assembleia Geral.
Na sua intervenção, o diplomata lembrou que em Junho de 2021, Angola votou a favor da resolução intitulada “terminar o embargo contra Cuba”, expressando a sua preocupação para que a questão fosse resolvida de uma vez por todas.
Citou as declarações do Secretário-Geral da ONU sobre a defesa da Carta da Nações Unidas segundo as quais, os desafios que o mundo enfrenta hoje, buscam a importância de soluções multilaterais- uma das ferramentas para prevenir e solucionar esses desafios está consagrada na Carta.
“No entanto, a Comunidade Internacional está aquém dos valores desses princípios”, assinalou João Gimolieca
Para o diplomata, o bloqueio económico e financeiro contra Cuba causou graves obstáculos ao desenvolvimento económico, cultural e social da ilha, com um impacto negativo significativo em vários sectores sensíveis, como a agricultura, serviços de saúde pública, afectando o desenvolvimento sustentável do país.
Votação
Após o debate, a reunião prosseguiu com a votação do projecto de resolução A/77/L5-Necessidade de acabar com o embargo económico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba.
O documento obteve 185 votos a favor, duas contra e igual número de abstenções.