A insegurança alimentar nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe em 2022 foi das “piores do mundo”, alertou a Amnistia Internacional (AI), sublinhando que o historial de Angola quanto aos direitos humanos continua a ser menos boa.
Num relatório sobre o estado dos direitos humanos no mundo em 2022, divulgado ontem, a AI denuncia que a fome afetou “cerca de 1,58 milhões de pessoas” naquelas províncias do sul de Angola, sem que houvesse a intervenção necessária do Governo.
“Milhares de pessoas caminharam para a Namíbia a pé, sem comida e água, algumas delas doentes e desnutridas; muitas morreram durante a viagem”, relata a organização de defesa dos direitos humanos.
A Amnistia Internacional acusa também as autoridades angolanas de repressão do direito à reunião pacífica e ao protesto, detenção de ativistas, sobretudo nos períodos, “mergulhados” em violações dos direitos humanos, pré e pós-eleições, realizadas a 24 de agosto.
Sobre o relatório da insegurança alimentar nas províncias do sul do país em 2022, o porta-voz da cooperativa pecuária de Luanda, Victor Panzo diz ser preocupante e onde frisa que o executivo deve criar mecanismos de combate a este fenómeno.
O lider associativo apela a criação de políticas de desenvolvimento para a potencialização dos agricultores.
O porta-voz sublinha ainda que o crescimento económico deve ser também acompanhado do desenvolvimento.