A produção total de seguros em Angola observou um crescimento de 21,4 por cento, entre 2022 e 2023, passando de 312 mil milhões de kwanzas para 379.756 milhões de kwanzas.
Os dados foram apresentados ontem, em Luanda, pelo director de Estudos e Planeamento Estratégico da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), César Marcelino, durante a apresentação do Relatório de Mercado, Seguros e Fundos de Pensões.
As indemnizações, apontou o responsável, rondam os mais de 163 mil milhões, e os activos dos fundos de pensões atingiram os 1,1 biliões de kwanzas.
O director referiu que o crescimento foi impulsionado tanto pelo seguro “Vida” com 15 por cento, quanto pelo de “Não Vida”, com 92 por cento.
O Seguro Vida, acrescentou, apresentou um crescimento expressivo, devido aos seguros não ligados a fundos de investimento em caso de morte que representaram mais de 90 por cento do total daquele ramo, muito associado à concessão de créditos a particulares, com forte concentração em duas seguradoras, nomeadamente a Mundial Seguros e Nossa Seguros.
“Segundo dados do BNA, o volume de créditos a particulares, em 2023, cresceu cerca de 30,4 por cento. Já o ramo petroquímica teve forte crescimento, devido à depreciação da moeda nacional de 64,6 por cento.
O director disse ser importante denotar o crescimento dos ramos automóvel e acidentes que registaram um aumento de 21 por cento e 9 por cento, respectivamente.
Resultados positivos
De acordo com o relatório apresentado, entre 2021 e 2023, o país registou um crescimento significativo no número de agências de seguros, passando de 71 para 129, tendo acrescentado que este aumento reflecte a expansão do mercado segurador e uma maior acessibilidade dos serviços.
Neste período, afirmou César Marcelino, a província de Luanda, viu o número de agências quase dobrar, de 41 para 79, devido ao dinamismo económico da capital, seguindo-se as províncias de Benguela e Huíla que também apresentaram crescimentos notáveis, sinalizando um fortalecimento da demanda por seguros nessas regiões.
César Marcelino afirmou que o sector de Seguros em Angola conta com uma mão-de-obra de 2.926 trabalhadores, o que resulta em aproximadamente um funcionário para cada 10.250 habitantes.