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Mali: Junta Militar rejeita agendar as eleições

O mediador esteve em Bamako durante três dias para tentar obter, sem sucesso, um acordo que permita encurtar o período de transição no Mali de modo a realizar eleições para a criação de um Governo civil.

O mediador da  Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO),  para a crise política no Mali, Goodluck Jonathan, deixou,  esta segunda-feira,  aquele país sem chegar a um acordo com a Junta Militar, que governa o país, sobre   uma data para a realização das eleições gerais, informou, a  France Press (AFP) .

 Goodluck Jonathan, ex-Presidente da Nigéria, esteve na capital maliana desde sexta-feira numa missão para continuar as discussões com as autoridades locais para a implementação de um Go-verno civil. O país registou, nos últimos anos, dois golpes de Estado; em Agosto de 2020 e Maio de 2021.

Após mais este fracasso negocial, o mediador da CEDEAO emitiu um comunicado onde “reiterou o compromisso da organização em facilitar um acordo para a restauração da ordem constitucional” no Mali, reafirmando a disposição de continuar as discussões com as autoridades malianas a fim de ser aprovado um cronograma de transição aceitável”,  segundo a nota.

“Estamos no final da missão em Bamako. Se é para dizer que concordamos com uma data para o fim da transição, eu imediatamente digo não”, acrescentou Goodluck Jonathan, em declarações a jornalistas já no aeroporto da capital maliana antes de deixar Bamako.

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