O Conselho Empresarial Juvenil de Angola (CEJA) prevê, para Junho deste ano, o lançamento da Cooperativa de Crédito para Pequenos Empresários (COPEM), com o objectivo de apoiar a classe empreendedora no país.
A informação foi avançada ao Jornal de Angola, pelo presidente do CEJA, Adilson Neto, por ocasião da sessão de balanço das actividades do conselho realizadas nos últimos dois anos.
O processo de lançamento da cooperativa já está na recta final, e segundo avançou o representante, semelhante às outras cooperativas, esta também será de gestão privada, conforme espelha a Lei das Cooperativas em vigor no país.
Adilson Neto esclareceu, ainda, que no acto de cedência de financiamento, os jovens beneficiários serão acompanhados por um gestor de contratados cedido pelo CEJA, que vai acompanhar a execução do programa, de formas a reduzir o risco de inapetência naquilo que é a devolução do capital.
“Um empreendedor passa a ter maturidade depois de dois ou três anos da execução do projecto, e conhecendo melhor o sector comercial, a possibilidade de falência é muito reduzida, daí a utilidade da cedência do gestor”, frisou.
Para o gestor, os mentores para acompanhar dos beneficiários já estão a ser formados, e são provenientes de várias universidades, desde públicas e privadas, além de centros de formação profissional, peritos em administração e gestão de empresas, economia e outras especialidades.
Parcerias firmadas
De acordo com dados avançados, o CEJA conta hoje com mais de 20 parceiros sociais, número este, que tende a crescer significativamente, uma vez que as parcerias estão ligadas ao sector produtivo, centros de formação profissional, agricultura, aquicultura, apicultura pescas e outros.
Para breve, disse, está marcada uma nova parceria com dois bancos comerciais, com os quais será possível conseguir duas linhas de crédito, que servirá de inputs para a juventude, no que toca ao desenvolvimento de projectos ligados ao sector produtivo.
Outro aspecto importante, considerou, é a questão da formação dos empreendedores, uma condição obrigatória para os jovens terem acesso ao microcrédito.
“Os jovens devem aprender e perceber o que realmente pretendem, os seus direitos e obrigações, de forma a traçarem um caminho seguro ao investimento”, frisou.