A situação do HIV-Sida no país é estável e controlada, com uma média de 2 por cento de prevalência, sendo considerada uma das mais baixas da região Subsaariana, avançou, , em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública.
Carlos Alberto de Sousa, que falava durante um seminário sobre a actual situação epidemiológica e programática da resposta nacional do VIH/Sida, disse existirem algumas assimetrias regionais, apresentando valores diferentes em algumas províncias fronteiriças, mas que por média a situação varia em dois por cento de prevalência.
O secretário de Estado destacou que há um grande esforço para manter os indicadores estáveis, através de acções preventivas e medicamentosa, envolvendo as comunidades e as famílias, por meio de uma melhor comunicação, de forma a ajudar no controle dos indicadores.
O país, disse, tem investido na Resposta Nacional e na melhoria gradual da disponibilidade de recursos locais e do compromisso político. Nos últimos anos, adiantou, foram implementadas várias estratégias, consideradas de excelência pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e demais organismos internacionais, para alcançar as metas globais de redução do número de casos de pessoas infectadas.
Outro ganho, destacou, é a implementação, em todo o país, de projectos como a estratégia “Testar e Tratar” (TT), a expansão da oferta da Carga Viral (CV), o Diagnóstico Precoce Infantil (DPI), a adopção de esquemas terapêuticos mais eficazes para o diagnóstico do VIH.
Mesmo com os avanços registados no período 2017-2021, o dirigente reconheceu que ainda estamos longe de atingir as metas globais propostas, o que urge a criação de novas estratégias de aceleração para melhores resultados.
“No geral, com a melhor disponibilidade de testes e do sistema de informação, observa-se um aumento de 80 por cento no total de testes realizados em 2021, em relação a 2017”, realçou.
O aumento no número de pessoas em tratamento, salientou, tem contribuído, também, para ajudar as pessoas a viverem com VIH a ter maior qualidade de vida. “Além disso, as evidências científicas mostram que uma pessoa com VIH, que adere a um regime afectivo de tratamento anti-retroviral e mantém a carga viral suprimida, não transmite o VIH por relações sexuais”, revelou.
A logística de medicamentos anti-retrovirais, avançou, melhorou consideravelmente após a simplificação de esquemas terapêuticos, com a introdução de Dolutegravir (DTG), para adolescentes e adultos, desde Fevereiro de 2021.
“Os cuidados primários de saúde e em particular a atenção da saúde da mãe e da criança, continuam a ser as prioridades do Executivo angolano”, garantiu.
Para o secretário de Estado, um passo dado neste sentido é a campanha “Nascer livre para brilhar”, lançada pela Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, que permitiu reduzir a taxa de transmissão do VIH de mãe para filho, de 26 por cento em 2018, para 15 por cento em 2021”, destacou.
Segundo o secretário de Estado os serviços de prevenção da transmissão do VIH de mãe para filho (PTMF) aumentaram significativamente, passando de 3 serviços em 2004 para 650 em 2017 e 743 em 2021, estando esses serviços implementados nos 164 municípios do país.
O último relatório da ONU-Sida, disse, informa que dos 37,7 milhões de pessoas que vivem com VIH, 84 por cento sabem o estado serológico, 73 por cento estão em tratamento com anti-retrovirais e 66 por cento têm a carga viral suprimida.
Neste mesmo relatório, avançou, estimou-se que mundialmente existem 1,5 milhões de novas infecções e 680 mil mortes relacionadas à Sida.