Cerca de 100 estudantes protestaram, segunda-feira, na Universidade Privada de Angola (UPRA), a suspensão e/ou expulsão de colegas, na sequência de uma manifestação, quando reclamavam o aumento do preço das propinas no curso de medicina.
O presidente da Associação dos Estudantes da Universidade Privada de Angola, Artur Airosa, disse que a marcha serviu para solidarizar-se com os estudantes suspensos e/ou expulsos, visto que a instituição não quer dar esclarecimentos e não está disposta a negociações.
“Não vandalizamos a instituição e nem agredimos ninguém, apenas nos reunimos para reivindicar, visto que as propinas são muito caras”, disse Artur Airosa, que apela à direcção da Universidade Privada de Angola no sentido de reduzir o preço.
Entre os estudantes suspensos e/ou expulsos, que já recorreram ao Ministério do Ensino Superior, para que a direcção da Universidade Privada de Angola prove o vandalismo do qual estão a ser acusados, encontram-se o presidente da Associação dos Estudantes e os secretários para os Assuntos Jurídicos e Científicos.
A Universidade Privada de Angola, em comunicado, esclarece que os estudantes foram submetidos a processos disciplinares, na sequência dos quais decidiu-se a “suspensão temporária por um ano”, prevista no artigo 790 do regulamento académico, devido às infracções cometidas durante a manifestação dos dias 25, 26 e 27 de Outubro de 2021.
“Os discentes, com as suas acções, desrespeitaram as autoridades académicas, os docentes e trabalhadores não docentes da instituição. Violaram o sistema de controlo de entradas e saídas, impedindo o bom funcionamento dos serviços, e dilapidaram os bens patrimoniais da UPRA”, lê-se no comunicado, que acrescenta que as acções dos estudantes foram premeditadas, concertadas e praticadas com um grau de violência crescente, tendo alguns sido detidos pela Polícia Nacional.