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Ex-administrador vai ficar oito anos na cadeia

O Tribunal da Comarca do Cuito condenou, quarta-feira (9), a oito anos de prisão, o ex-administrador municipal do Chitembo, Daniel Mucanda, pelo crime de peculato na forma contínua, recebimento indevido de vantagens e tráfico de influência.

O antigo gestor público foi julgado em processo comum – com mais nove colaboradores daquela administração municipal da província do Bié -, acusados de se apropriarem ilegitimamente e em proveito próprio do orçamento do Hospital Municipal do Chitembo, causando, ao erário, prejuízos financeiros avaliados em mais de 100 milhões de kwanzas.

Na sentença, lida pelo juiz da causa, Eduardo Catumbela, foram confirmadas as acusações constantes nos autos de pronúncia, entre as quais o uso indevido de parte do orçamento hospitalar do Chitembo, no valor total de 66 milhões, 481 mil e 450 kwanzas.

Este dinheiro destinava-se à compra de bens hospitalares e alimentos para os pacientes internos, mas foram usados para pagamentos de dívidas contraídas pelos acusados, com realizações de eventos culturais, manutenção das viaturas da administração e dos grupos geradores de energia da sede municipal.

De acordo ainda com a sentença, Daniel Mucanda e comparsas chegaram a usar os restantes valores destinados ao Hospital Municipal em obras de manutenção e construção de escolas e aquisição de viaturas, descurando as necessidades dos serviços hospitalares.

Com tais práticas, o Tribunal confirmou a falta, naquela unidade hospitalar, de meios primários para a assistência hospitalar, cujas consequências causaram a morte de várias crianças e mulheres grávidas, comportamentos que a sociedade pede medidas severas.

Daniel Mucanda foi condenado, igualmente, a pagar uma indemnização de 35 milhões de kwanzas a favor do Estado e 400 mil kwanzas de taxa de justiça.

Pelos mesmos crimes, o Tribunal condenou, também, os funcionários públicos com cargos de chefia no sector municipal da saúde. Trata-se de Miguel Vicungo, a pena de 10 anos de prisão e a ressarcir o Estado em 35 milhões de kwanzas; Felisberto Tchiculumbo, a sete anos de prisão e ao pagamento de 18 milhões de kwanzas de indemnização, e Samuel Ngaze e Laptedo Pedro, a três anos de prisão e o pagamento de sete e dois milhões de kwanzas, respectivamente.

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