Rádio Nova 102.5 FM

Rádio Online

Hospitais de Luanda estão sem a vacina contra a tuberculose

Hospitais e centros de saúde da rede pública na província de Luanda não dispõem da BCG, a primeira vacina administrada às crianças recém-nascidas, um problema que pode estar a ocorrer em todas ou na maioria das províncias do país.

A falta da vacina BCG, pelo menos em Luanda, foi confirmada, ontem, por telefone, ao Jornal de Angola pela   coordenadora  do  Programa  Alargado de Vacinação (PAV), Alda de Sousa, alegando que, até ontem, a falta da vacina pediátrica “só tinha dois dias”.

Alda de Sousa garantiu que,  nos próximos  dias, a vacina BCG já vai estar disponível nos “serviços de referência” da província de Luanda, por estar a chegar ao país um lote de 600 mil  doses.

Porém, a informação oficial, avançada por Alda de Sousa, de que a falta da vacina BCG é recente, colide com uma outra, prestada, por telefone, ao Jornal de Angola, pelo pai de uma criança,  nascida  na  Maternidade  Lucrécia  Paim, no dia 8 de Dezembro e que, até hoje, não está imunizada contra a tuberculose.

Alda de Sousa foi abordada depois de o Jornal de Angola ter ouvido a preocupação de Manuel José, que disse ter recorrido a outras unidades sanitárias públicas, onde lhe foi passada  a mesma  informação obtida na Maternidade Lucrécia Paim: “Não  temos a vacina  da BCG”.

Preocupado, o pai do bebé disse ter feito a ligação ao Jornal de Angola para exprimir “uma aflição que é de muitos pais” e referiu não ter capacidade financeira para o filho ser vacinado numa clínica privada.

Para ter uma noção da dimensão da falta da vacina BCG em Luanda, o Jornal de Angola ligou para duas clínicas de referência em Luanda e o resultado foi inesperado: também não têm a vacina da BCG.

Através de Manuel José, o Jornal de Angola conseguiu falar com duas mães, também com bebés ainda não imunizados contra a tuberculose, tendo um dos bebés nascido há três meses, estando à espera de disponibilidade da vacina BCG na rede pública.  A coordenadora do Programa Alargado de Vacinação tranquilizou os pais de bebés ainda não vacinados com a informação de que “as  crianças  têm até ao primeiro ano de vida  para  tomar  a  vacina  BCG”.

Uma médica pediatra, que preferiu não ser identificada, explicou ao Jornal de Angola que uma criança sem a vacina da BCG fica mais vulnerável a contrair a tuberculose, na forma mais grave da doença.

A pediatra adiantou que a vacina não impede que a criança apanhe a doença, mas, estando doente, não fica gravemente afectada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *