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Mercado segurador regista queda de 19 por cento

O mercado segurador angolano movimentou cerca de 17,02 mil milhões de kwanzas, no exercício económico do ano passado, tendo registado um decréscimo de 19 por cento, em comparação ao ano de 2020 em que atingiu cerca de 21,08 mil milhões.

O Relatório do Mercado de Seguros apresentado ontem, em Luanda, pelo director do Gabinete de Estudos e Planeamento Estratégico da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), César Marcelino, indica que apesar do recuo nos resultados líquidos de 2021, o mercado continua favorável.

De acordo com César Marcelino, o sector já quebrou a onda de recessão em 2019  e a recuperação do sector segurador vem-se mantendo de forma consistente, com resultados positivos,” apesar dos resultados de 2021 serem inferiores a 2020″.


Taxa de penetração

A taxa de  penetração, que é a relação entre os prémios e o Produto Interno Bruto (PIB) foi de 0,70 por cento, cifra que se mantém estagnada, abaixo dos 1 por cento, quando comparado aos anos anteriores.

Os dados do relatório revelam ainda que, os prémios brutos emitidos pelo sector de seguros que representa o PIB somaram 277 mil milhões de kwanzas, o que indica um crescimento de 24 por cento, em relação aos 223 mil milhões registados  no período homólogo.

Em relação ao segmento de indemnizações pagas, houve um crescimento de 11 por cento, quando comparado com 2020, tendo passado de 92,4 mil milhões para 102,7 mil milhões de kwanzas, Portanto, “deixando claro que as seguradoras têm cumprido com as suas responsabilidades assumidas”.

Neste quesito, o “ramo vida”  e o seguro “outros danos em coisas”, apresentaram uma forte recuperação na venda de produtos, depois de uma quebra no volume de prémios em 2020. Uma das razões para esse impulso pode ter a haver com a maior conscientização da população para complementar  a sua aposentadoria, segundo César Marcelino.

Ao apresentar o estudo, César Marcelino revelou ainda que, a taxa de sinistralidade, que mede quantos prémios foram arrecadados pelas seguradoras,  devolvido sob forma de indemnização, têm tendência decrescente sendo que foi apurada uma taxa de sinistralidade à volta de 37 por cento , uma redução de 4 pontos percentuais.

Ranking

No Top três da lista das 22 empresas que operam no sector que apresentaram melhores resultados no período em referência destacam-se a ENSA com 35 por cento, Nossa Seguros (13)  e Sanlam Angola (12,6), somando 60,7 por cento do total dos prémios brutos emitidos no mercado.

As seguradas Bônus Seguros, Super Seguros e Internacional Seguros ocupam os últimos lugares do Ranking, sendo que o último está impedido de subscrever novas apólices, pelo órgão regulador, a ARSEG. A análise patrimonial e financeira das empresas de seguro em específico a estrutura do activo “pouco mais” de 53 por cento tiveram a ver com investimento, depósito e caixa.

Crescimento

Outros indicadores apontados, que também são importantes para melhor apreciação do desenvolvimento do sector, estão relacionados com a densidade de seguros que mede o rácio entre os prémios brutos emitidos e a população angolana.

“Estamos à volta de 8,6 mil kwanzas por cada angolano, o que significa que os angolanos têm contribuído mais para a formação dos prémios brutos emitidos”, destacou, depois de frisar que Segundo os dados, esse cresceu.

As operações de resseguro cedido cresceram à volta de 23 por cento e o ramo petroquímica registou maior taxa de crescimento muito característico da actividade que é inerente àquele sector e da necessidade imperiosa de se transferir o risco.

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