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Preparação da Cimeira sobre Terrorismo analisada em Luanda

O Chefe de Estado, João Lourenço, analisou, quarta-feira(6), em Luanda, com o comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança da União Africana (UA), Bankole Adeoye, a preparação da Cimeira sobre Terrorismo e Mudanças Inconstitucionais de Regimes em África, marcada para Maio próximo, em Malabo (Guiné Equatorial), sob proposta do Presidente angolano.

Segundo o embaixador da UA, recebido em audiência pelo Presidente João Lourenço, a Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da União Africana, vai tratar de questões ligadas ao combate do terrorismo e à mudança inconstitucional de poder em países africanos.

Em declarações à imprensa no final do encontro, o diplomata nigeriano ao serviço da UA disse que a realização da Cimeira baseia-se na experiência de Angola, no sentido de promover a paz, coesão social e reconciliação nos Estados africanos.

Bankole Adeoye afirmou que a ocasião serviu para abordar o papel exercido por Angola, na região Austral de África, em matéria de promoção da paz, segurança e democracia.

No âmbito da promoção da democracia, disse que abordou com o Presidente João Lourenço a disponibilidade da União Africana participar como observadora nas próximas eleições gerais que terão lugar no país, em Agosto deste ano.

“Estamos bastante satisfeitos por recebermos garantias das autoridades angolanas em continuar a trabalhar com a UA para a promoção da paz, estabilidade e boa governação, a nível do continente, para o benefício dos povos africanos e da humanidade”, indicou o diplomata, citado pela Angop. Para o comissário, o mais importante é o sucesso que se espera da Cimeira de Malabo, liderada por Angola, através do engajamento pessoal do Presidente João Lourenço, e apoiado pelos seus homólogos continentais.

Apoio da Caixa Geral de Depósitos

O presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Portugal, Paulo Moita Macedo, manifestou, ontem, em Luanda, a intenção da instituição financeira continuar a apoiar os projectos de construção de infra-estruturas em Angola.

Falando aos jornalistas após uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente João Lourenço, Paulo Macedo reafirmou a importância do mercado angolano: “Vamos continuar a parceria. Existem vários projectos em carteira, ligados a infra-estruturas. Vamos estudá-los e analisá-los”.

Disse que a visita a Angola tem vários objectivos, entre os quais apresentar cumprimentos ao Chefe de Estado e os planos que o banco tem para continuar a crescer organicamente no país.

Na perspectiva do presidente da Comissão Executiva do banco, Angola possui no Grupo Caixa um papel importante, “uma vez que há empresas portuguesas, há comunidade portuguesa, há aqui um papel a desempenhar”.

A CGD, enquanto accionista do Banco Caixa Geral de Angola, depois de um período de recapitalização, reestruturação, manteve a presença no território angolano. A recapitalização da Caixa Geral de Depósitos de Portugal custou 4 mil 900 milhões de euros, explicou Paulo Macedo, citado pela Angop.

 Chefe da diplomacia portuguesa visita Angola

O embaixador de Portugal em Angola, Francisco Alegre, anunciou, ontem, a vinda a Luanda, na próxima semana, do ministro dos Negócios Estrangeiros do seu país, para uma visita de dois dias, destinada ao reforço das relações bilaterais.

À saída de uma audiência concedida pelo Chefe de Estado ao presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos de Portugal, Paulo Macedo, em que o embaixador testemunhou as conversações, precisou que João Gomes Cravinho estará na capital angolana de 12 a 13 deste mês.

A ocasião serviu, também, para fazer a entrega de uma camisola da selecção portuguesa de futebol ao Presidente João Lourenço.

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