Pelo menos cinco congoleses morreram e dois cidadãos chineses foram sequestrados num ataque atribuído ao grupo rebelde Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo (Codeco) no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), segundo um porta-voz do Exército.
Por volta das 04:00 locais desta quinta-feira, os atacantes invadiram uma reserva de ouro na qual os chineses trabalham há muito tempo”, afirmou o porta-voz das Forças Armadas congolesas, tenente Jules Ngongo, citado pela agência Efe.
“Ao princípio, os atacantes sequestraram quatro chineses, mas como agimos rapidamente, conseguimos libertar dois”, acrescentou Ngongo.
Da mesma forma, o porta-voz militar lamentou a morte de cinco pessoas: três civis congoleses e dois militares.
Nos últimos meses, as forças de segurança e a sociedade civil têm atribuído numerosos ataques aos rebeldes do Codeco, apesar do grupo ter prometido em junho passado a cessação imediata das hostilidades.
O Codeco nasceu como um grupo armado em 2018 com o objetivo de combater os abusos do Exército congolês, mas tem cometido inúmeros assassinatos de civis e multiplicado os ataques desde 2021 em Ituri.
Segundo a ONU, o grupo de rebeldes matou mais de 400 pessoas em 2021, tornando-se a segunda milícia mais mortal da região naquele ano.
O grupo afirma representar agricultores que lutam há décadas pela terra como membros da etnia Lendu, principalmente fazendeiros.
Desde 1998, o leste da RDCongo vive um conflito alimentado por grupos armados e ataques de militares do Exército, apesar da presença da missão de paz das Nações Unidas no país (Monusco), com mais de 14.000 soldados destacados.
A ausência de alternativas e meios de subsistência estáveis ?tem levado a que milhares de congoleses peguem em armas e, de acordo com o Kivu Security Barometer (KST), o leste da RDCongo é o campo de batalha de pelo menos 122 grupos rebeldes.