Sem nunca se terem sagrado campeãs, Senegal e Burkina Faso são as únicas intrusas entre as selecções semifinalistas que a partir de hoje, às 20h00, discutem, nos Camarões, o acesso à final da 33ª edição da Taça de África das Nações em futebol, CAN´2021, cujo vencedor é conhecido no domingo.
Apesar de no passado terem jogadores de reconhecida qualidade técnica individual, casos dos integrantes da célebre selecção que derrotou, por 1-0, na estreia inédita, no Campeonato do Mundo de 2002, a poderosa França, cujo estatuto era de campeã da edição anterior, os senegaleses não conseguiram inscrever, até ao momento, o nome dos seus futebolistas nos anais da lista de ouro da Confederação Africana de Futebol (CAF).
Orientados pelo finado técnico francês Bruno Metsu, apelidado “feiticeiro branco”, Tony Sylva (guarda-redes), Ferdinand Coly, Lamine Diatta, Papa Malick Diop e Omar Daf (defesas), Aliou Cissé, Henri Camara, Salif Diao e Papa Bouba Diop (médios), Khalilou Fadiga e El Hadji Diouf (avançados), o melhor que conseguiram foi a segunda posição no CAN´2002.
Na final os Leões da Teranga perderam, por 2-3, frente aos Leões Indomáveis, após a marcação de grandes penalidades, quando ao cabo dos 90 minutos ambas se encontravam empatadas sem golos.
Cientes das responsabilidades e pretensão de materializarem o desiderato, a geração de Sadio Mané, principal referência do Senegal, sabe tal como a de Edmond Tapsoba, Soumaila Ouattara e Issa Kabore, ser essa uma oportunidade sublime.
O Senegal é o actual finalista da prova em 2019, ganha pela Argélia, 1-0, e o Burkina Faso chegou à fase de decisão, em 2013, tendo sido vergado pela Nigéria por idêntico resultado.