Os taxistas da província de Luanda iniciaram, esta segunda-feira, uma greve de três dias, para exigirem do Governo melhores condições de trabalho.
Na base da paralisação estão, entre outros motivos, alegados actos de “extorsão, pelas forças de defesa e segurança”, a não profissionalização da actividade de táxi e a falta da carteira profissional da classe.
Os grevistas reivindicam ainda por uma alegada exclusão dos taxistas nas políticas públicas do Executivo, pelo mau estado das vias e pela falta de iluminação pública.
A greve surge três dias depois de as autoridades angolanas terem autorizado a lotação dos táxis em até 100 por cento, para dar resposta à demanda da população, quando o Decreto Presidencial sobre a Situação de Calamidade Pública, em vigor, impõe apenas 50 por cento de lotação.
Em algumas zonas, registam-se actos de vandalismo, como a queima de pneus nas estradas e vandalização de bens públicos.
A Polícia Nacional está presente nas ruas para assegurar a ordem e a tranquilidade públicas, e em alguns casos negocia com jovens, alegadamente lotadores dos táxis, no sentido de se manter a calma e a ordem.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da ANATA, Rafael Inácio, confirmou a paralisação das actividades, afirmando que foi decidida a greve depois de uma sessão extraordinária dos líderes das associações, onde foi elaborado um caderno reivindicativo com sete pontos
Acrescentou, que a paralisação corre das 5h às 19hs e caso não sejam satisfeitas as revindicações, haverá uma outra reunião onde será estendido o prazo da greve e partir para uma manifestação.
Fazem parte do movimento da greve a Associação de Taxistas de Luanda (ATA), Nova Aliança e a Associação Nacional de Taxistas de Angola (ANATA)