Os jornalistas têm sido vítimas de detenções e agressões frequentes nos ultimos meses em Angola, segundo o Secretário-Geral do Sindicato dos Jornalistas, Teixeira Candido.
Falando para o programa NOVA MANHÃ, da RÁDIO NOVA 102.5 FM, o jornalista explicou que embora que o país tenha subido quatro lugares no ranking da liberdade de impresa, de acordo com o relatorio da organizaçao Repórteres Sem Fronteiras, isto não é uma razão “para soltar fogos de artificio”.
Para Teixeira Candido, os jornalistas em Angola vivem um ambiente violento vivenciado pelas agressões e ameaças que sofrem.
De informar que muito recentemente a classe jornalística angolana condenou, durante uma marcha, em Luanda, os constantes ataques a profissionais da comunicação social e à liberdade de imprensa. Os jornalistas exigiram, também, o fim de sucessivos assaltos às estruturas do Sindicato de Jornalistas Angolanos.
“Os jornalistas decidiram sair às ruas por se sentirem ameaçados no exercício da sua actividade. A sede dos jornalistas angolanos foi assaltada e por três vezes, em menos de um mês, onde chegaram a roubar um computador. Em todas essas ocasiões, não se conhece o autor. O Sindicato dos Jornalistas Angolanos não tem quaisquer dúvidas de que se trata de um ataque à liberdade. O Sindicato dos Jornalistas Angolanos qualifica, como grave e assustador para um Estado que se quer democrático”, disse Teixeira Candido