Os partidos políticos MPLA e UNITA na província de Benguela continuam a disputar espaço político de forma intensa, num contexto em que as formações partidárias já começam a alinhar estratégias com vista às eleições de 2027.
O MPLA acusa a UNITA de alegados actos de intolerância política. De acordo com a primeira secretária municipal dos “camaradas” no Chindumbo, militantes do maior partido da oposição terão realizado uma actividade de cariz político num espaço que, segundo a mesma, já estava previamente ocupado por membros do MPLA.
As acusações apontam para o que o partido no poder classifica como actos de intolerância política atribuídos ao “Galo Negro”, expressão frequentemente utilizada para se referir à UNITA.
No cruzamento dos factos, apesar dos esforços da nossa redacção, não foi possível obter resposta da UNITA. Foram feitas várias tentativas de contacto telefónico sem sucesso. Ainda assim, foi deixada uma solicitação formal junto da Direcção Provincial da UNITA em Benguela, nos seguintes termos:
“Saudações, Secretário Provincial da UNITA em Benguela. Votos de boa saúde. Somos a redacção da rádio que emite nos 102.5 FM, com estúdios localizados em Luanda. Tentámos contacto por diversas vias, sem sucesso, para obter a reação da UNITA relativamente aos alegados actos de intolerância política denunciados pelo MPLA, atribuídos ao Galo Negro, no município do Chindumbo.”
Sobre o tema, um analista político ouvido pela nossa reportagem considera que este tipo de episódios pode comprometer o fortalecimento da democracia em Angola, num momento em que o país procura consolidar as suas instituições democráticas.
Para o especialista Isaac Cambuta, é fundamental que as organizações partidárias disputem o espaço político num ambiente de paz, respeito e tolerância, afastando-se de práticas de intolerância. O analista sublinha ainda que, no actual contexto, os partidos devem concentrar-se no reforço das suas propostas e programas, de forma a convencer o eleitorado no ciclo eleitoral de 2027.