O Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA) suspendeu este sábado (18), a grave nos hospitais públicos, por um período de 90 dias, após negociações com o Ministério da Saúde.
O facto foi anunciado ontem à imprensa pelo presidente do Sindicato Nacional dos Médicos de Angola, Manuel Adriano, à saída de um encontro com os Ministérios da Saúde e da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.
“Foram dias aturados de negociação e pensamos que devemos confiar na palavra do Governo como uma instituição. Decidimos interpolar a greve dando os 90 dias solicitados pelo Ministério da Saúde, para que se ultrapassem as grandes questões colocadas no caderno reivindicativo”, disse.
Salientou ainda que ficou, também, resolvido “um grande problema relacionado com o enquadramento do presidente do sindicato e a retirada do processo disciplinar”, acrescentando que serão criadas equipas de trabalho para acompanhar a questão do aumento salarial.
Por seu turno, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, realçou que o resultado do encontro foi positivo num espírito de camaradagem, através de um trabalho profundo mediado pelos Ministérios do Trabalho, Emprego e Segurança Social e das Finanças.
“Daqui para frente o diálogo continuará a ser permanente com todas as classes visando a melhoria das condições a nível geral. Queremos assegurar a segurança do trabalho dos profissionais de saúde”, ressaltou Sílvia Lutucuta.
Na ocasião, a ministra Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Dias, afirmou que a greve foi suspensa por um período de 90 sobre o qual se vai trabalhar nos pontos mais estruturantes do caderno reivindicativo, nomeadamente, as questões de regime especial, salários, subsídios, bem como as condições de trabalho dos médicos.