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Ministra de Estado avalia reforço da luta contra Sida

A ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, avaliou, esta segunga-feira (11), com o presidente da Rede Angolana das Organizações de Serviços de Sida (ANASO), António Coelho, o desenvolvimento de acções conjuntas para o reforço da luta contra o vírus do VIH e SIDA, no âmbito da parceria com o Executivo.

Durante a audiência, Carolina Cerqueira reconheceu o papel activo da ANASO na mobilização, educação, sensibilização e divulgação de informações relevantes e outros esforços desenvolvidos junto dos grupos alvos específicos que se enquadram na estratégia do Executivo para o combate ao VIH e SIDA, sobretudo no seio das comunidades mais vulneráveis.

As duas entidades fizeram uma profunda apreciação da actual situação dos casos registados em Angola e apresentado um quadro das necessidades existentes para o reforço das acções de prevenção e continuidade da luta contra o HIV e SIDA em todo o território nacional.

Por sua vez, o presidente da ANASO ressaltou  a importância do apoio institucional do Executivo para o desenvolvimento das suas acções, facto que tem permitido o alargamento da sua intervenção nas 18 províncias do país e especificou o diálogo permanente que mantém com o gabinete da ministra de Estado e com o Ministério da Saúde (MINSA), cujo apoio institucional tem sido fundamental para o exercício da actividade da associação.

António Coelho congratulou-se com o apoio que é prestado pela UNSIDA e através dos programas financiados pelo Fundo Global.

Entre as principais preocupações consta a necessidade de uma sede definitiva, uma vez que se encontram, provisoriamente, no edifício da UNSIDA que providenciou umas salas para funcionarem.

Solicitou, também, apoio com cestas básicas para atenuar as carências nutricionais de algumas famílias em situação de precariedade, tendo recebido garantias de apoio em colaboração com o Ministério  do Comércio, no âmbito da responsabilidade social de algumas empresas que operam  na área alimentar e com a intervenção, igualmente, da AJAPRAZ.

O líder da ANASO sublinhou que recebeu garantias da ministra de Estado de que o Governo angolano vai continuar a apoiar as acções comunitárias relativas ao VIH e SIDA no país, apesar da crise financeira que Angola atravessa.

“Saímos convencidos de que podemos continuar a contar com os apoios do Governo, para continuar a desenvolver acções que visam melhorar a qualidade de vida dos cidadãos”, afirmou.

No âmbito da parceria entre a ANASO, Governo e Fundo Global, António Coelho recordou que as organizações trabalham na resposta a epidemia da SIDA, Tuberculose e Malária há mais de 30 anos, com o objectivo de se alcançar as pessoas com acções de prevenção, adesão ao tratamento, cuidados e apoio, empoderamento dos direitos humanos e redução das desigualdades do género.

Destacou a necessidade de se melhorar o diagnóstico do VIH, tratamento sob observação directa na comunidade para a Tuberculose e gerir melhor os casos de malária na comunidade.

Apoio do Fundo Global

O presidente da ANASO referiu que o Fundo Global está a disponibilizar, para o período 2021/2024, cerca de 82 milhões de dólares para o combate a SIDA, Tuberculose e Malária, além de um adicional de 20 milhões de dólares para o combate à Covid-19 nas províncias de Benguela e Cuanza-Sul.

A componente comunitária, disse, conta com um pequeno apoio, mais é importante que a sociedade civil faça toda a diferença. “Acreditamos que há janelas de oportunidades que devem ser melhor aproveitadas, porque a saúde é um investimento e não um custo”, defendeu.

A ANASO, fundada em 1994, é uma Organização Não-Governamental (ONG) que conta com mais de 35 mil activistas e 315 parceiros institucionais e tem como objectivo facilitar a partilha de informação e a troca de experiência entre as organizações de combate ao VIH e SIDA em Angola e evitar a duplicação das actividades e o desperdício de recursos.

Até Novembro do ano passado, a ANASO apontava a existência de mais de 350 mil pessoas que vivem com o VIH-Sida em Angola, tendo Viana como o município com mais casos desta doença, em Luanda.

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