O Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Saúde (PFRHS) registou resultados encorajadores durante a reunião de revisão intercalar promovida pelo Ministério do Planeamento, no âmbito da missão de avaliação financiada pelo Banco Mundial.
O encontro teve lugar em Luanda, após uma visita de campo à província de Benguela, e contou com a participação de representantes do Banco Mundial, do Ministério da Saúde e da Unidade de Implementação do Projecto.
A missão de revisão intercalar, que decorre de 15 a 25 do corrente mês, realizou reuniões técnicas e visitas a centros de formação e unidades hospitalares das províncias de Icolo e Bengo e Benguela, permitindo uma avaliação directa da implementação do projecto e dos resultados alcançados no terreno.
Entre os principais indicadores apresentados, destaca-se a formação de cerca de 19 mil profissionais de saúde, bem como o regresso e reintegração de 100 por cento dos bolseiros formados no exterior nas respectivas instituições de origem. Foram igualmente cumpridos ou superados 12 dos 19 indicadores estratégicos intermédios definidos para o projecto.
No domínio financeiro, foi confirmado o desembolso de aproximadamente metade dos recursos previstos, correspondendo ao ponto médio da execução. O projecto concluiu ainda duas auditorias externas sem registo de irregularidades relevantes, tendo sido identificadas apenas observações procedimentais de carácter menor.
As visitas realizadas às unidades hospitalares permitiram constatar avanços significativos na capacidade formativa em várias especialidades clínicas e técnicas. Os avaliadores verificaram o funcionamento de programas de internato médico, formação em enfermagem e especializações nas áreas de Medicina Interna, Pediatria, Cirurgia Geral, Ortopedia, Anestesiologia, Ginecologia e Obstetrícia, Cuidados Intensivos e Diagnóstico e Terapêutica.
A missão destacou igualmente o impacto da formação especializada no reforço da capacidade de resposta do Sistema Nacional de Saúde. Segundo os dados apresentados, a disponibilidade de equipas qualificadas tem contribuído para melhorar a assistência médica e reduzir a necessidade de evacuações para o exterior do país.