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A Suécia já tem chefe de governo e é uma mulher pela primeira vez

O parlamento sueco elegeu, esta quarta-feira, a atual ministra das Finanças e líder dos sociais-democratas, Magadalena Andersson, como a primeira-ministra do país. É a primeira vez que uma mulher é eleita para o cargo.

Vai assim suceder ao primeiro-ministro cessante Stefan Lofven, que renunciou depois de ter sido alvo de uma moção de censura em junho. Um total de 117 membros do parlamento votaram na sua eleição, 57 abstiveram-se, 174 votaram contra e um estava ausente, refere a AFP.

Na Suécia, um candidato ao cargo de chefe de governo não precisa do apoio da maioria do parlamento para ser aprovado, apenas que a maioria – 175 – não vote contra si.

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A economista e ex-nadadora de 54 anos conseguiu, na terça-feira à noite, no fim do prazo, um acordo com o Partido da Esquerda, o último apoio que lhe faltava para ficar à frente do governo. Anteriormente, já tinha conseguido receber o apoio dos Verdes (parceiro de coligação), bem como do Partido do Centro.

No entanto, esse apoio de última hora já lhe custou o primeiro golpe depois de, também esta quarta-feira, o Partido de Centro ter anunciado que não vai apoiar o orçamento do governo devido às concessões feitas à esquerda. Corre assim o risco de governar sem o orçamento que preparou, mas sim com orçamento da oposição de direita, que tem o apoio da extrema-direita.

Apesar de ser uma nação que há muito defende a igualdade de género, a Suécia nunca teve uma mulher como primeira-ministra. Todos os outros países nórdicos – Noruega, Dinamarca, Finlândia e Islândia – já viram mulheres à frente dos seus governos.

Magadalena Andersson assumirá formalmente funções e apresentará o seu governo na sexta-feira.

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