Angola reitera a necessidade de uma Cimeira Extraordinária da União Africana sobre o terrorismo no continente. A informação foi dada quinta-feira (3), em Addis Abeba , pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, no final de um encontro com o seu homólogo argelino, Ramtane Lamanra, no âmbito da 35ª Assembleia Anual de Chefes de Estado da organização que começa amanhã.
Téte António lembrou que o Presidente da República, João Lourenço, apresentou em 2020, em Addis Abeba, uma proposta neste sentido e que “foi adoptada como decisão do continente”.
O ministro das Relações Exteriores , que representa o Chefe de Estado nesta Cimeira, sublinhou que este é um dos assuntos analisados com o seu homólogo da Argélia e que deverá voltar a ser abordado durante o evento.
Téte António referiu-se, também, aos sucessivos golpes de Estado que ocorrem em África, sublinhado que tais actos “devem preocupar o continente ‘.
Sublinhou que Angola e Argélia partilham ideias comuns e destacou as “relações históricas que remontam dos anos de luta de libertação nacional.
“Argélia foi uma retaguarda segura na luta do povo angolano”, lembrou.
O ministro argelino afirmou que o encontro com o seu homólogo angolano foi uma oportunidade para fortalecer as relações entre os dois países.
“Temos os mesmos princípios, os mesmos valores e os mesmos compromissos no âmbito pan-africanismo’, disse Ramtane Lamanra.
A 35ª Assembleia Anual de Chefes de Estado e de governos da União Africana vai testemunhar a passagem da Presidência Rotativa da organização, exercida, actualmente, pelo Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, ao seu homólogo do Senagal, Mscky Sall, além de discutir questões de paz e segurança.
A agenda inclui a discussão do Relatório de Gestão da pandemia da Covid-19 e as reformas institucionais em curso no continente.
Alguns Chefes de Estado começam a chegar hoje a Addis Abeba, estando confirmada a presença do Presidente moçambicano, Filipe Nyusi. Os trabalhos da 40ª reunião do Conselho Executivo, que prepara a Cimeira, terminaram ontem
A Guiné-Bissau defende sanções mais duras contra indivíduos que venham a envolver-se em golpes de Estado e a criação de uma Força Africana de Interposição, para a reposição da ordem institucional em caso de subversão.
Esta posição foi apresentada, ontem, em Addis Abeba, pelo representante daquele país na União Africana, durante os debates da 40ª reunião do Conselho Executivo da organização, após um encontro de concertação dos embaixadores da CPLP convocado por Angola, que preside a organização.
Ibraime Sano considera que esta seria uma das formas de desencorajar os golpes de Estado no continente, onde “têm sido muito recorrentes nos últimos tempos”.
O diplomata guineense agradeceu a posição do Presidente João Lourenço, que “prontamente telefonou para o Presidente Umaro Sissoco Embaló, manifestando solidariedade.
Homens amados dispararam, na terça-feira, tiros de bazuka e rajadas de metralhadoras, forçando a entrada na sede do Governo, onde decorria um Conselho de Ministros.