O Instituto Nacional da Habitação (INH) vai fazer diligências para junto do Governo conseguir mecanismos alternativos a fim de os bancos comerciais reduzirem, significativamente, a actual taxa de juros para o crédito à habitação, fixada em torno dos 7,0 por cento.
Segundo disse quinta-feira, em Luanda, o director-geral do INH, Silva Neto, a actual taxa é muito alta, tendo em conta que a nível mundial se fala de 1,0 a 3,0 por cento.
No caso de Angola, disse, face ao contexto e necessidade de promoção da habitação, para colmatar o actual défice, faz-se necessário uma concertação com o sector financeiro, a fim de junto do Governo conseguir-se mecanismos que apoiem a redução da actual taxa para o crédito à habitação, com base no Aviso 9, do Banco Nacional de Angola.
“Nós pensamos que podemos também sugerir ao Governo uma forma de bonificar aquilo que, eventualmente, poderá ser um prejuízo para os bancos. Portanto, se não há mais esforços, como por exemplo para a construção de centralidades, então, achamos que o Estado pode prever uma verba para a partir daí poder subvencionar”, indicou.
Défice habitacional
O director-geral do Instituto Nacional de Habitação defendeu, durante a reunião alargada de auscultação sob o lema “Os desafios da habitação e medidas de impacto em Angola”, realizada no Laboratório de Engenharia de Angola, em Luanda, a necessidade de o Governo e as empresas do sector privado trabalharem juntos para colmatarem o défice habitacional existente no país. Disse que cerca de 300 mil habitações foram já construídas pelo Estado, mas ainda assim são insuficientes para a procura.
Silva Neto disse ser necessário o Executivo desenvolver um conjunto de medidas de impacto para dinamizar ou reactivar o sector imobiliário.
Projecto KK
Em relação ao projecto habitacional “KK 5000”, Silva Neto disse existir um programa que visa a recuperação em duas fases. A primeira fase está em curso e pode dizer-se que está a 40 ou 45 por cento, já com 174 vivendas recuperadas e 265 apartamentos.
“Tudo isto sem recursos do Estado, fruto de uma parceria que o Instituto fez com algumas empresas do sector privado. Relativamente ao resto do projecto, já foi concluída a revisão do mesmo e é possível duplicar-se a capacidade do KK. Ou seja, passar de 5.800 para acima de 10 mil, e ainda a conclusão de um conjunto de serviços não previstos”, afirmou.