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Blaise Campaoré e Diendéré condenados a prisão perpétua

O Tribunal Militar de Ouagadougou condenou, na terça-feira, a prisão perpétua o ex-Presidente Blaise Campaoré, pela comprovada implicação no assassinato do também ex-Chefe de Estado do Burkina Faso, Thomas Sankara, noticiaram agências internacionais.

O mesmo tribunal também condenou a prisão perpétua o ex-comandante da guarda presidencial Hyacinthe Kafando e o general Gilbert Diendéré, um dos chefes do Exército durante o golpe de 1987.

Este histórico julgamento, marcado por suspensões e reviravoltas políticas, começou em Outubro de 2021, 34 anos após a morte de Sankara, um ícone pan-africanista, assassinado num golpe que levou Blaise Compaoré, o principal acusado, ao poder. Este último, exilado em Abidjan desde a sua queda em 2014, não compareceu às audiências. Os seus advogados têm denunciado repetidamente “um julgamento político” perante “um tribunal excepcional”, considerando que o procedimento “não vale nada”.

Blaise Compaoré, cujo tribunal deu como provadas as acusações de “ocultação de cadáver” e “cumplicidade em assassinato”, foi apontado como o mentor do assassinato do seu ex-companheiro de armas e amigo que chegou ao poder num golpe de Estado em 1983, o que ele sempre negou.

Os promotores haviam pedido ao tribunal militar que considerasse Compaoré culpado de um “ataque à segurança do Estado”, “ocultação de cadáver” e “cumplicidade num assassinato”, acusando-o de ser o principal protagonista por trás do assassinato de Sankara e 12 dos seus colegas.

Hyacinth Kafando é suspeito de ter liderado o comando que assassinou Thomas Sankara e seus companheiros. Gilbert Dienderé, um dos comandantes do Exército durante o golpe de 1987, já está a cumprir uma sentença de 20 anos por uma tentativa de golpe militar em 2015, sendo o único réu que compareceu na leitura da sentença.

Blaise Compaoré está exilado na Costa do Marfim, enquanto o paradeiro de Hyacinth Kafando ainda é desconhecido.

Numa primeira reacção, a viúva de Thomas Sankara, Mariam Sankara, disse que “não é justo, não é realmente justo que ele não esteja aqui. Ele deveria estar aqui, ele deveria ter a coragem de estar aqui, mas nem todos são corajosos, preferindo fugir da verdade”.

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