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Diário do Mundial’2022: Qatar entra de novo na história… pelo pior

Ao longo do Mundial’2022, a RÁDIO NOVA apresenta-lhe um diário de bordo que o deixará a par de todas as novidades. Há resultados, marcadores, declarações, momentos de bastidores e muito mais para acompanhar ao minuto.

O grande dia chegou. Arrancou o Mundial’2022 e, com ele, as emoções à flor da pele. Depois de semanas à espera, a bola rolou no Qatar, ainda que o jogo de abertura não tenha atraído grandes atenções.

O primeiro dia do Campeonato do Mundo fez-se valer por todo o espetáculo da cerimónia de abertura, já habitual, mas com pormenores por desvendar até à última hora. Vários artistas, como Rod Stewart, Dua Lipa e Shakira disseram ‘não’ e recusaram marcar presença na abertura da prova, tudo pela já discutida falta de respeito pelos direitos humanos no Qatar.

Já em 2018, dentro das quatro linhas, um Rússia-Arábia Saudita não ‘puxou carroça’ para um Mundial emocionante. Neste domingo, o Qatar-Equador também não deixou grande água na boca. Num estádio que foi anunciado como sobrelotado, mas que acabou com as bancadas bastante despidas, a seleção anfitriã não mostrou grande força para se bater frente ao Equador, que conseguiu, com esforços medidos, vencer por 2-0 no jogo de abertura.

A partida começou com entusiasmo para se descobrir a quem pertenceria o primeiro golo da prova. Enner Valencia deu a resposta e, aos três minutos, fez o golo que se esperava. Contudo, o VAR acabou por anular a jogada por fora-de-jogo, estragando a emoção à volta do golo do avançado do Fenerbahçe de Jorge Jesus.

O primeiro foi anulado, mas os restantes dois não. Valencia ‘bisou’ na partida e já se tornou numa das figuras do Mundial, pressionando, desde cedo, os grandes avançados em prova na lista de melhores marcadores. Na mó de baixo ficou o Qatar, que teve 10 anos para se preparar para esta grande ocasião, mas que não foi capaz dentro do campo de mostrar algo mais. Aliás, a seleção qatari entrou na história dos Mundiais pelos piores motivos, sendo a primeira seleção de sempre a perder na abertura da prova na condição de anfitriã.

A cara de quem ganha é sempre diferente da cara de quem perde e os qataris não mostraram a melhor expressão nas bancadas, aos contrário dos equatorianos. Depois de grandes expectativas criadas em torno de uma equipa selecionada exclusivamente com jogadores do campeonato do Qatar, a desilusão já bateu à porta, talvez cedo demais.

Fora dos relvados, as palavras de Gianni Infantino voltaram a dar que falar. Peter Möller, diretor da Federação Dinamarquesa de Futebol, criticou duramente as declarações do presidente da FIFA, as quais apelidou de “vergonhosas”. Já a ‘fan zone’ de Doha foi palco de grande aparato, com adeptos a forçarem a entrada no local para… venderem cerveja. Algumas pessoas na zona disseram até que “as pessoas podem morrer” ali.

Apesar de pouco brilhante, o Qatar-Equador abriu as portas do Mundial, que vai ter na segunda-feira três jogos interessantes. Se não sabe o que se segue no Mundial’2022,  a RÁDIO NOVA traz-lhe a agenda. O Irão do portista Mehdi Taremi vai defrontar Inglaterra, uma das candidatas à conquista do troféu. O Senegal, sem a sua estrela maior, Sadio Mané, vai medir forças frente aos Países Baixos, em fase de reformulação. O último jogo de segunda-feira será entre os Estados Unidos, que se adivinha poder ser a surpresa da prova, e o País de Gales, com Gareth Bale a liderar a equipa na prova.

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