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IGAE investiga distribuição de 450 casas no Luena

A Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), no Moxico, poderá investigar alegadas irregularidades ocorridas na atribuição das 450 casas da Urbanização “4 de Fevereiro”, no Luena, destinadas às famílias em zonas de riscos.

A pretensão da IGAE resulta das denúncias  da população feitas por via das redes sociais, em que acusam a Administração Municipal do Moxico (sede) de ter preterido do processo os moradores do bairro Zorró, Aço e Kwenha, que perderam casas nas margens das ravinas, tendo sido cadastrados para o realojamento.

Em declarações hoje à ANGOP, sobre as denúncias da população, o delegado provincial da IGAE, José Amândio, assegurou que havendo denúncias de cidadãos preteridos dos imóveis, a instituição poderá despoletar um processo para apurar a legalidade do processo de distribuição.

Sobre o assunto, o administrador-adjunto do município do Moxico para a Área Técnica, Aquino Calala, que falava à imprensa, recentemente, confirmou que, inicialmente as residências foram projectadas para beneficiarem as famílias que habitam em zonas de risco.

Disse que após a conclusão das obras, o Governo Provincial do Moxico solicitou ao Ministério da Construção e Obras Públicas com vista a comercialização das residências, tendo em conta que as mesmas se enquadram na tipologia da classe média.

Sem esclarecer os critérios usados na atribuição, admitiu que os imóveis foram adjudicados a pessoas seleccionadas por uma comissão composta por técnicos da Administração Municipal do Moxico e dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB).

Quanto aos moradores que residem em zonas de risco, sem quantificar, disse que algumas, residentes nos bairros Aço e Kwenha, foram contempladas com as habitações.

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