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Malária continua a ser a principal causa de morte em Angola

Duas mil e 673 pessoas morreram no país vítimas de malária, durante o primeiro trimestre do ano em curso, revelou, esta segunda-feira, em Luanda,  o coordenador do Programa Nacional do Controlo da Malária, José Franco Martins.

Em declarações à ANGOP, por ocasião do  Dia Mundial da Luta Contra a Malária, a assinalar-se hoje, disse que comparativamente ao período análogo, em 2022, houve uma redução de  35 por cento, ou seja, morreram cerca de menos mil 500 pessoas.

Por outro lado, anunciou, sem distinguir sexos e idades, que no período em referência Angola notificou dois milhões 744 mil 682 casos de malária, contra os dois milhões 699 mil 861 casos registados nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março do ano passado.

Fez saber  que as províncias mais afectadas, este ano, continuam a ser as de Luanda, Bengo, Uíge, Bié, Huambo, Cuanza Sul e Benguela.

Para José Franco Martins, é compreensível o aumento de casos, pois está associado à expansão dos serviços de saúde no país, consubstanciada com o surgimento de novas unidades sanitárias.

De outro modo, para que haja redução de casos, apontou, a necessidade de uma abordagem multissetorial, bem como o aumento da cobertura das estratégias relativamente à prevenção .

Adiantou que a prevenção é o foco primário, antes do curativo,  e neste âmbito, o Programa  de Controlo da Malária leva a cabo, em oito províncias do país, um projecto de  distribuição  em massa de  mosquiteiros, um para cada agregado familiar, bem como a pulverização domiciliar.

Lembrou que o projecto vai abranger as restantes dez províncias e que foram criadas brigadas  de luta anti-vectorial, cujas atribuições principais estão ligada à destruição  dos criadouros dos mosquitos com produtos biológicos.

De acordo com o médico, apesar dos esforços do Executivo, existem infelizmente algumas acções reprováveis por parte da população, nomeadamente, em alguns locais,  as redes mosquiteiras são usadas para pesca ao invés de estarem em casa na cobertura da cama.

“Este é um trabalho  árduo que temos de mobilizar a população para adoção de comportamento seguro relativamente à prevenção”, acrescentou .

Lembrou que estamos em plena época chuvosa, assegurando que as unidades estão preparadas para a demanda dos próximos meses e que,  recentemente,  foi feito um exercício de quantificação,  bem como o reforço do stock face à previsibilidade de aumento de casos.

Este ano, o lema escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS)  e assumido também por Angola, intitula-se “É hora de alcançar o zero malária: Investir, Inovar, Implementar ”, sublinhando a necessidade de acelerarmos a luta contra a malária, colocando as pessoas no centro da  actuação, com uma abordagem inovadora, transversal e multissectorial para acabar com a doença.

A data foi instituída desde 2007 pela OMS com a finalidade de reconhecer o esforço global para o controle efectivo da doença, bem como sensibilizar e melhorar o conhecimento da sociedade, assim como dos impactos devastadores a nível sanitário, social e económico. EVC/VIC

Os cidadãos ouvidos pela Rádio Nova falaram sobre as medidas de prevenção da doença.

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