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Suspeitas sobre licenciatura de líder da UNITA? “Interesses escusos”

A deputada da UNITA Mihaela Webba apontou hoje à existência de “interesses escusos” para justificar as suspeitas em torno da licenciatura do líder do partido, Adalberto da Costa Júnior, que está a ser alvo de “tentativa de linchamento”.

As duas instituições do ensino superior questionadas pela Sábado desmentiram a atribuição de uma licenciatura a Adalberto da Costa Júnior: o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) negou que o dirigente tenha obtido o grau de licenciado e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto disse à revista que não tinha qualquer registo referente à inscrição do líder da UNITA.

O caso foi primeiro trazido a público em 2019 pelo jornalista Carlos Alberto do portal angolano A Denúncia, que acusou Adalberto da Costa Júnior de mentir sobre a sua formação e desafiou o político a apresentar publicamente o certificado de habilitações.

“Não acredito que essa informação seja verdadeira”, disse Mihaela Webba, questionada pela Lusa, à margem de uma conferência sobre ‘Processos de democratização e Desenvolvimento em Angola’

Para a deputada e jurista está em causa “uma tentativa de linchamento” do presidente da UNITA, principal partido da oposição angolana, que concorre às eleições gerais marcadas para 24 de agosto

“Como não se conseguiu por via do Tribunal Constitucional [TC] vai-se tentar agora por outras vias e já se iniciou [esse processo]”, continuou a deputada, aludindo aos processos contra a UNITA que foram alvo de apreciação pelo TC, que chegou a anular o primeiro congresso onde Adalberto da Costa Júnior foi eleito, em 2019.

Sobre se a apresentação de uma falsa licenciatura pode dar lugar à suspensão do mandato do deputado e se a UNITA iria averiguar a situação internamente, disse que o caso já tinha sido aventado anteriormente e afirmou: “não tenho certeza se a universidade efetivamente desmentiu”.

“Sabemos de quem é a titularidade da revista Sábado e, portanto, os donos da revista Sábado terão outros interesses escusos para fazer a matéria que fizeram”, sugeriu.

“Não conheço o processo, não sei como decorreu, só posso dizer que não acredito naquilo que a Sábado escreveu, não posso acreditar em tudo o que vejo em jornais, sobretudo jornais cujos donos são de titularidade duvidosa”, reforçou, complementando: “Para se ser Presidente da República não é preciso ter licenciatura”.

A UNITA mantém o silêncio sobre as alegações, embora a Lusa já tenha pedido uma reação do partido ao caso.

A Lusa enviou também uma série de perguntas ao líder da UNITA, incluindo o período em que frequentou o ISEP, a data de conclusão e média final da licenciatura e se iria divulgar uma cópia do diploma, sem resposta até ao momento.

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