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CPI acusa Bolsonaro de crime contra humanidade. Cai acusação de genocídio

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da pandemia do Senado do Brasil vai recomendar que o presidente Jair Bolsonaro seja acusado de crimes contra a humanidade, admitindo desta forma que o líder brasileiro deixou que o novo coronavírus se propagasse de forma descontrolada no país numa tentativa falhada de atingir a imunidade de grupo, avançam diversos meios brasileiros e o The New York Times.

Como resultado dessa política falhada de Bolsonaro, o Brasil acumula 21,6 milhões de infeções e perto de 604 mil mortes.

No entanto, o grupo maioritário de senadores da CPI decidiu na noite desta terça-feira retirar do relatório final, que será lido por Renan Calheiros, a recomendação das acusações de homicídio qualificado e de genocídio contra grupos indígenas da Amazónia que constavam de versões anteriores do relatório contra Bolsonaro.

O genocídio não era consenso, não havia consenso de ninguém, entre juristas não havia consenso. Entre nós senadores, eu mesmo disse que tinha de ser convencido. O mais importante desta reunião é que saímos unidos”, afirmou ao G1 o presidente da CPI, o senador Omar Aziz.

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No total, a CPI da pandemia vai recomendar que Jair Bolsonaro seja acusado de nove crimes: a já referida acusação de crimes contra a humanidade, mas também de crime de epidemia com resultado de morte, infração a medidas sanitárias preventivas, emprego irregular de verbas públicas, incitação ao crime, falsificação de documentos particulares, charlatanismo, prevaricação e crime de responsabilidade.

Além de Bolsonaro, a CPI vai recomendar acusações criminais contra outras 67 pessoas. Uma dessas pessoas é o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente do Brasil.

Omar Aziz adiantou que foi retirada a recomendação de acusação pelo crime de advocacia administrativa contra Flávio Bolsonaro, mas foram mantidas as acusações de incitação ao crime e improbidade administrativa.

O relatório final da CPI vai ser lido no dia de hoje. A discussão do parecer e a apresentação de versões alternativas deverão decorrer na próxima semana, no dia 26 deste mês.

A Comissão Parlamentar de Inquérito da pandemia trabalhou durante seis meses, quebrou 251 sigilos, analisou 9,4 terabytes de documentos e fez mais de 60 reuniões.

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