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Mali acusa a França de dividir o país

O Primeiro-Ministro do Mali, Choguel Kokalla Maïga, acusou, esta terça-feira (08), a França de ter dividido o seu país através da intervenção militar, uma nova acusação forte proferida perante os diplomatas presentes em Bamako.

Segundo a France Press, Choguel Kokalla Maïga, que é o actual chefe do Governo instalado pela Junta Militar, que chegou ao poder após um golpe de Estado em Agosto de 2020, atacou a França durante mais de 45 minutos, diante de diplomatas, reunidos a seu pedido.

“Depois de um momento de alegria” em 2013, quando os soldados franceses libertaram o Norte do Mali, que havia caído para o controlo de grupos jihadistas, a intervenção transformou-se mais tarde numa operação para dividir de facto o Mali, que consistiu em santificar parte do nosso território, onde os terroristas tiveram tempo de se refugiarem e de se reorganizarem para voltar em força a partir de 2014”, disse.

Num momento de fortes tensões entre Paris e Bamako, o chefe do Governo aludiu a uma memória da Segunda Guerra Mundial: “Os norte-americanos não libertaram a França? Quando os franceses julgaram que a presença norte-americana na França não era mais necessária, eles disseram aos norte-americanos para sair, os norte-americanos começaram a insultar os franceses?”, questionou.

Desde que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) impôs sanções ao Mali,  a 9 de Janeiro, decisão apoiada pela França e vários parceiros, a Junta Militar bem apontando para a soberania do território. As autoridades malianas acusam a França de ter explorado a CEDEAO.

O Mali está mergulhado numa crise de segurança desde 2012 devido ao surgimento de vários movimentos jihadistas ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, que aproveitaram a fraqueza do país para avançar pelo Sahel.

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